Midnight Oil: australianos são ovacionados em Curitiba

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Última atualização: 30 de abril de 2017 - 17:34:21

Por: Willian Jhonnes
Revisão: Anna Tuttoilmondo
Imagens: Fabiano Guma

Midnight Oil

A lenda está de volta! Após uma longa pausa em sua carreira, os australianos do Midnight Oil se reuniram para a turnê The Great Circle 2017 World Tour, sua maior turnê desde os anos 1980, e, claro, após mais de 20 anos, voltaram a Curitiba. O palco escolhido não poderia ter sido melhor: o grande auditório do Teatro Positivo. Em uma noite ligeiramente fria, o auditório estava completamente lotado. Pessoas de várias gerações estavam reunidas para aquele que seria o grande show de suas vidas.

Formada por Peter Garrett (vocais/harmônicas), Jim Moginie (guitarra/teclados), Martin Rotsey (guitarra), Bones Hillman (baixo/backing vocals) e Rob Hirst (bateria/vocais), a banda, que iniciou sua carreira em 1972 com o nome de The Farm – mudando o nome para Midnight Oil apenas em 1976 -, subiu ao palco após um pequeno atraso. O show, inicialmente marcado para as 21:15, começou às 21:25, o que deixou o público, que já ocupava todos os lugares disponíveis do teatro, ligeiramente ansioso. Quando Peter, que deixou a banda em 2009 para seguir

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exclusivamente sua carreira política, subiu ao palco, o delírio foi absoluto, tendo sido saudado, em pé, por todos. Aos primeiros acordes de Bullroarer, foi impossível deixar de sentir que, mesmo após tantos anos longe de Curitiba, o público ainda se mostra absolutamente apaixonado pela banda. Em seguida,  Safety Chain BluesNow or Never Land, na qual Peter toca um cowbell, fizeram todos recordarem os anos 1990.

Peter dirigiu-se ao público em português, evidenciando seu sotaque carregado de australiano, agradecendo a presença de todos e anunciando a próxima música, contando um pouco da sua história. Quando as harmônicas de Peter soaram os primeiros acordes de Truganini, todos ficaram em pé, agitando-se timidamente. Já em Mountains of Burma, a música mais lenta de toda a setlist, o público voltou a se acomodar em seus lugares, assim como em Shakers and Movers. Quando Sell my Soul começou a tocar, pela primeira vez, Peter interagiu diretamente com o público, para a alegria dos fãs que adquiriram os ingressos para o setor mais próximo ao palco. Em Antarctica foi a vez de Hillman se aproximar dos fãs, que estavam em pé novamente.

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Peter, que mais uma vez se dirigiu ao público em português, deu lugar a Hirst nos vocais para Only the Strong. Com alguns instrumentos de percussão em frente ao palco, o baterista fez os fãs mais antigos da banda se lembrarem dos anos 1980, enquanto Peter, para delírio de todos, estendeu uma bandeira do Brasil em frente à bateria. Hirst permaneceu na percussão durante Generals TalkShips of FreedomLuritjaKosciusko foi apresentada de forma semi-acústica, com Hirst e Hillman nos vocais. Peter, em Arctic World, ficou o tempo todo sentado na caixa de retorno e, ao final da música, ajoelhou-se, sendo saudado pelo público que, mais uma vez, ficou em pé para W’kurna.

Quando os metais de The Dead Heart foram ouvidos, ninguém mais se conteve. Todos, sem qualquer exceção, sabiam que o show estava chegando ao fim. Com uma sequência avassaladora, os maiores sucessos da banda foram executados. Beds are Burning incendiou o público de vez e Blue Sky Mine, com direito a Peter tocando as harmônicas sobre o tablado da bateria – e lançando-a para o fundo doMidnight Oil palco – levaram todos à loucura. E, para finalizar, os australianos se despediram do palco com Forgotten Years.

Após uma pequena pausa, lá estavam eles no palco para a alegria do público, que ainda estava em êxtase. Put Down that Weapon foi executada e, mais uma vez, como durante todo o show, a banda foi imensamente aplaudida. Em King of the Mountain, Peter desceu do palco e foi recebido, de braços abertos, pelo público. Era chegada a hora do fim, e Dreamworld marcou esta despedida. Em uma hora e quarenta e cinco minutos, este ícone da música mundial encantou – e incendiou – o público, composto por fãs de todas as gerações, desde crianças até os mais velhos. Para aqueles que tiveram o prazer de assistí-los, a noite não poderia ter sido melhor e, mais uma vez, os australianos mostram que, mesmo após sua pausa, continuam em forma, proporcionando a todos um espetáculo único.

Setlist

  1. Bullroarer
  2. Safety Chain Blues
  3. Now or Never Land
  4. Truganini
  5. Mountains of Burma
  6. Shakers and Movers
  7. Sell my Soul
  8. Antarctica
  9. Only the Strong
  10. Generals Talking
  11. Ships of Freedom
  12. Luritja
  13. Kosciusco
  14. Arctic World
  15. W’kurna
  16. The Dead Heart
  17. Beds are Burning
  18. Blue Sky Mine
  19. Forgotten Years

Bis

  1. Put Down that Weapon
  2. King of the Mountain
  3. Dreamworld
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