Odin’s Krieger Fest – Heathen Edition (Curitiba-PR)

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Última atualização: 30 de novembro de 2016 - 11:00:30

Texto: Anna Tuttoilmondo
Fotografia/revisão: Willian Jhonnes   

Hugin Munin

Hugin Munin

Famoso por celebrar a cultura viking em um evento que reúne, não apenas bandas de folk/metal, mas também apresentações de lutas nórdicas, exposições de artefatos vikings e, também, a venda de hidromel, o festival Odin’s Krieger Fest completou 5 anos em 2016.

Para comemorar, os “guerreiros de Odin” prepararam uma edição especial em Curitiba, o Odin’s Krieger Fest – Heathen Edition, marcado para a última sexta-feira, 25 de novembro, no Jokers Pub, tradicional bar do bairro São Francisco. Contando os curitibanos da Confraria da Costa e os santistas da Hugin Munin, o evento foi responsável por trazer os holandeses do Heidevolk, um dos maiores nomes do folk metal mundial, em sua primeira passagem pelo Brasil.

Confraria da Costa

Confraria da Costa

Primeira banda a subir ao palco, a Confraria da Costa já é uma velha conhecida do público da casa. A banda, famosa por sua “música de pirata”, agitou o público, que já comparecia em grande número ao evento. O show, que começou com Cia dos Canalhas, música do álbum mais recente da banda, foi uma prévia para o que viria em seguir: muitos pulos e muita animação.

Formado por Ivan (flauta/voz/violão), Abdul (bateria/percussão), Anderson (guitarra), Richard (violino), Panteloni (baixo), André (percussão) e Jhonatan (metais), o grupo, em seus costumeiros trajes de pirata, sabe como contagiar o público com todo o seu carisma e ótima performance. Destaque para as já consideradas clássicas Motim, Balada dos Mortos, Canções de Assassinato, És Cadavérico e, para encerrar com chave de ouro, Preparar, Apontar, Fogo!

Com três álbuns de estúdio, a banda soube equilibrar bem, durante os quase 90 minutos de show, alguns dos seus maiores sucessos tanto para os fãs quanto para aqueles que estavam conhecendo os piratas curitibanos. Uma ótima forma de começar a noite.

Sem muita demora, foi a vez da Hugin MuninFormado por Surt (vocal), Thorgrim (guitarra), Hjalmar (guitarra), Ymir (baixo) e Elandorr (bateria), os santistas, que tem quase uma década de estrada, subiram ao palco para agitar o público. A banda, que em maio lançou o álbum All Hail Odin, abriu o show com Swords Speak Louder Than Words, do álbum Thousand Spears for Ten Thousand Gods, seguida de What Lies Below, do último trabalho.

Hugin Munin

Hugin Munin

O show segue com Hail Odin, Flight of Ravens e All For Nothing. Lord of War, cujo videoclipe foi lançado no início do mês, já anunciava que o show estava perto de acabar. O grupo prosseguiu com Death or Glory e, para encerrar, Look Skyward & Despair. O quinteto paulista nos mostrou que, além de muito competentes, está em constante evolução. Uma grata surpresa para aqueles que ainda não os conheciam.

Em seguida foi a vez do Clã Skjaldborg animar o público. Atração especial da noite, o grupo de combate Viking e HEMA (Historical European Martial Arts, espécie de reconstrução das artes de combate utilizadas na antiguidade europeia) fez uma impressionante e enérgica representação dos embates dos antigos povos nórdicos que habitam o imaginário popular. No palco e, até mesmo, em uma grande roda no meio do salão, o clã não poupou força, chamando a atenção, inclusive, da atração principal da noite que dividia suas atenções entre a passagem de som e a divertida luta.

Heidevolk

Heidevolk

Após o violento – e animado – embate, chegava a hora que todos estavam ansiosamente esperando: uma viajem pelas histórias e lendas holandesas. Apresentando sua nova formação, agora com Kevin Storm  nas guitarras e Jacco de Wijs nos vocais, Koen Romeijn (guitarra), Rowan Roodbaert (baixo), Joost den Vellenknotscher (bateria) e Lars NachtBraecker (vocal), os holandeses da Heidevolk iniciaram o show com Dageerad, música que abre os shows do sexteto já há algum tempo, seguida de Winder Woede, do seu mais novo trabalho, Velua. Já nos primeiros acordes, o público presente começou a se agitar. E essa agitação seguiu com Ostara, De Toekomst Lonk, Einde Der Zege, Urth e Drankgelag, mostrando uma banda em perfeita harmonia, entrosada e, mais do que isso, retribuindo no palco o carinho dos fãs e com Saksenland somos presenteados com os poderosos vocais de Lars.

Heidevolk

Heidevolk

O show continua mantendo o público agitado e eufórico com a apresentação marcante de um grupo visivelmente satisfeito com a recepção em terras tão distantes da sua Holanda, cuja história e mitologia são as musas inspiradoras de suas canções. Durante todo o show, a banda fazia questão de agradecer ao público pelo carinho, destacando as belezas naturais e toda a diversidade que encontraram aqui.

Sobre a performance do grupo, não há o que criticar. A Heidevolk é uma ótima banda ao vivo. Além de dois ótimos vocalistas, a banda conta com um time de grandes músicos.

Em Het Bier Zal Weer Vloeien, a banda faz uma ode à bebida que, obviamente, não poderia faltar no evento: a cerveja. Com um setlist poderoso e extenso, um dos grandes momentos da apresentação ficou por conta com uma grande canção – Nehalennia, seguida de Beest bij Nacht.

Heidevolk

Heidevolk

Como toda banda que se prese, os holandeses fariam o famoso “falso encerramento”, o que não aconteceu, graças a um público insistente e eufórico que esperava pela cereja do bolo: Vulgaris Magistralis, música tema da banda e que, curiosamente, não é deles.

Originalmente composta pela Normaal, banda de rock holandesa, Vulgaris Magistralis foi regravada pela Heidevolk em 2007 e, desde então, tornou-se presença garantida nos shows do grupo. A música é um show a parte e um momento único para os fãs presentes que cantaram o pouco que sabiam da letra.

Com o “canto de guerra” executado, agora era a hora do grupo se despedir. No entanto, alguns membros ainda ficaram perambulando pelos salões do pub, conversando e tirando fotos com os fãs. Inclusive, esse é outro ponto a destacar: a atenção que os holandeses tiveram com todos os fãs presentes.

Heidevolk

Heidevolk

O evento, como um todo, merece os parabéns. Organização impecável, sem atrasos exagerados e os expositores estavam muito bem organizados. Aliás, entre os stands estavam o stand oficial do evento, com camisas e outros acessórios do Odin’s Krieger, o stand da loja VolkRúna, com artigos medievais e o hidromel Mjödr, e do pequeno stand do Confraria da Costa.

Sucesso de público e com ótimas bandas, esperamos alegremente que o festival retorne à terra das araucárias.

 

SET LIST CONFRARIA DA COSTA

  1. Cia de canalhas
  2. Coisas piores acontecem
  3. Motim
  4. Balada dos mortos
  5. Lagartos
  6. Oh Garrafa
  7. Marcha Turca
  8. Canções de assassinato
  9. Cantos dos Piratas
  10. Hungarian Dance nº 5
  11. The Basso
  12. À Deriva
  13. Rússia Reversa
  14. És Cadavérico
  15. Preparar…Apontar…Fogo!

SET LIST HUGIN MUNIN

  1. Swords Speak Louder Than Words
  2. What Lies Below
  3. Hail Odin
  4. Flight of Ravens
  5. All For Nothing
  6. Lords of War
  7. Death of Glory
  8. Look Skyward & Despair

SET LIST HEIDEVOLK
            Intro – Dageraad

  1. Winder Woede
  2. Ostara
  3. De Toekomst Lonkt
  4. Einde der Zege
  5. Urth
  6. Drankgelag
  7. Sakesenland
  8. Dondergod
  9. Als de Dood Weer Naar ons Lacht
  10. Geldersch Volkslied
  11. Het Bier Zal Weer Vloeien
  12. Hulde Aan de Kastelein
  13. Walhala Wacht
  14. Opstand Der Bataven
  15. Het Wild Heer
  16. Naar de Hal der Gevallenen
  17. Nehalennia
  18. Beest bij Nacht
  19. Vulgaris Magistralis
    Encerramento – Veleda