Direto da África, OVERTHRUST!

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Última atualização: 26 de abril de 2017 - 14:41:59

Texto: Anna Bárbara Tuttoilmondo
Revisão: Willian Jhonnes

Hoje é a estreia da nova coluna da Artemis Rock News, “O Rock no mundo”. A coluna quinzenal tem como objetivo apresentar bandas de diversas partes do mundo e mostrar as cenas musicais de países que, tradicionalmente, não têm ou não podem incluir o rock como parte da sua cultura ou expressão individual.

Para inaugurar a coluna, selecionei a banda Overthrust que, a essa altura, já conquistou seu espaço na cena metal mundial. Oriundos de Botsuana, fronteira com a África do Sul, Namíbia e Zimbábue, o Overthrust iniciou as atividades entre 2007 e 2008.

Tshomarelo “Vulture Thrust” Mosaka (vocal e baixo), Shalton “Spencer Thrust” Monnawadikgang (guitarra solo), Lepololang “Godfather” Malepa (guitarra base), Gakeitse “Suicide Torment” Bothalentwa (bateria) e Tshepho “Dawg Thrust” Kaisara (guitarra/baixo), conseguiram uma certa notoriedade após aparecem na polêmica Vice, na matéria “Botswana’s Cowboy Metalheads”, assinada pelo africano Frank Marshall, fotografo cujo maior trabalho, “Renegades”, mostra a subcultura Heavy Metal de Gaborone, capital da Botswana. Cena essa que, inclusive, surgiu apenas no início dos anos 1990, com apenas duas bandas, a Noisey Road e Metal Orizo(das quais falaremos a respeito em outra ocasião).

Uma coisa interessante sobre a cena metal africana são as vestimentas. As roupas desses headbangers são bem “old school”, ao melhor estilo biker e cowboy, adotados por grandes nomes como Judas Priest e Motörhead. Inclusive, os adereços cowboy são reais referências aos bangers que, de fato, são fazendeiros ou moram em vilarejos.

Enfim, voltando ao Overthurst, até o presente momento eles só lançaram um CD, em 2015, intitulado “Desecrated Deeds To Decease”. Com nove músicas brutais, o grupo mostra um Death Metal bem old school, com um vocal bem inspirado em Cannibal Corpse e letras que, segundo a banda, são agressivas e críticas a respeito da hipocrisia religiosa do país africano.

Finalizando, o que eu posso dizer é que, com certeza é uma banda e uma cena que vale a pena se informar e conhecer. Aproveitem para conhecer o grupo em sua página do Facebook e não deixem de conferir o som no link abaixo:

 

Até a próxima!