Extreme Hell Fest no 92 Graus

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Última atualização: 12 de dezembro de 2016 - 14:31:14

Texto/Fotografia: Willian Jhonnes

Numa típica tarde de primavera em Curitiba, cinco nomes da cena local se reuniram naquele que é um dos maiores redutos do movimento underground curitibano: o 92 Graus. A chuva não conseguiu esfriar o ânimo do público, que compareceu em bom número para prestigiar as bandas. A casa abriu cedo, por volta das 16:30, e já contava com algumas pessoas aguardando para entrar, todos esperando pelos shows.

Waking for Darkness

Waking for Darkness

A primeira banda a subir ao palco foi a Waking for Darkness. Formada por Mallefectum (baixo), Mantuz (bateria) e Profanuz (guitarra/vocais), o trio apresentou ao público um Black/Death Metal cru, bem niilista – como sugere o nome da demo gravada pela banda -, fazendo os poucos presentes se agitarem timidamente. Como esta banda não constava originalmente no cast do evento, eles tiveram um tempo reduzido para sua apresentação. Nos cerca de trinta minutos, a banda se esforçou para cativar o público, composto, até aquele momento, quase totalmente pelos músicos que se apresentariam a seguir.

Return of Death

Return of Death

Em seguida, foi a vez dos curitibanos do Return of Death mostrarem seu Thrash/Death Metal ao público que, naquele momento, já era um pouco maior. A banda formada por Márcio (guitarra/vocal), Michael (baixo) e Napalm (bateria) mostrou um som forte e pesado, fazendo mais cabeças se agitarem e empolgando um pouco mais aqueles que estavam por lá. A banda, que tem planos de entrar em estúdio para gravar seu álbum em 2017, se apresentou por cerca de uma hora, mostrando suas composições, com uma sonoridade bem crua e visceral.

Sacredeath

Sacredeath

A terceira banda a pisar no palco foi a Sacredeath, banda com dez anos de história na cena underground curitibana. O grupo, que passa por reformulações em sua formação, iniciou sua apresentação sem um baixista, contando apenas com as guitarras de Alex Martins e Bruno Basilio, a bateria de Cristiano Hanz e com Marcelo Lima nos vocais. Marcelo se despediu da banda após algumas músicas e o show seguiu apenas como um trio, com Alex nos vocais, mostrando suas composições mais novas, as quais farão parte do segundo álbum da banda, que será lançado em 2017. O público, que crescia cada vez mais, se agitou ao som de um Death Metal bem trabalhado. Assim como a primeira banda, a Sacredeath também teve um tempo reduzido no palco, mas este foi suficiente para a banda mostrar a que veio.

Deathsmoke

Deathsmoke

A banda Deathsmoke veio logo em seguida, mostrando a força de seu Death Metal Old School com boas pitadas de Thrash Metal e Crossover. Formada por Juliano Kloc Bertelli (vocais), Rodrigo Viana Bueno (guitarra), Lemerson Luiz Lemes (baixo) e Caio Murilo R. Viana (bateria), o quarteto mostrou muita força e velocidade em suas músicas. O público, que já era bom àquela altura, se agitou bastante. Com músicas que falam sobre a perversidade humana, os curitibanos tocaram por cerca de uma hora, mostrando que o underground curitibano tem qualidade.

Retaliação Infernal

Retaliação Infernal

Por fim, foi a vez da Retaliação Infernal subir ao palco, única das bandas a contar com vocal feminino. Aliás, os vocais de Larissa Pires são extremamente fortes, o que os torna realmente impressionantes. Apresentando um Death Metal/Grindcore bem composto, com letras em português, o quarteto mostra que é possível compor boas músicas em nosso idioma natal. O show, que durou cerca de quarenta minutos, empolgou o público presente, o qual sempre pedia para que a banda tocasse uma ou outra música de seu repertório.

Parabéns a todos os envolvidos na organização, às bandas e, em especial, ao 92 Graus pelos seus 25 anos de história. Viva o underground!

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