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Intenso e emocionante, Apocalyptica celebra os 20 anos do “Plays Metallica by Four Cellos”

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Última atualização: 5 de dezembro de 2017

Intenso e emocionante, Apocalyptica celebra os 20 anos do "Plays Metallica by Four Cellos"Texto por: Anna Bárbara Tuttoilmondo

Revisão e imagens: Willian Jhonnes

 

Com quase 25 anos de atividade, a Apocalyptica é uma daquelas surpreendentes bandas que surgem de tempos em tempos. Formado pelo duo de violoncelistas Eicca Toppinen e Paavo Lötjönen, o grupo hoje conta com Perttu Kivilaakso, completando o time de cello, e o baterista Mikko Sirén, que juntou-se à banda em 2005. Para essa tour, a banda ainda contou com o violoncelista Antero Manninen.

O motivo da nova passagem – a terceira do quinteto pelo Brasil – é a celebração dos 20 anos do lançamento do álbum de estreia do grupo, Plays Metallica by Four Cellos, que como já diz o nome, é uma compilação de releituras de canções da banda Metallica executadas com violoncelos.

A turnê comemorativa contou com quatro datas marcadas no mês de novembro: 21 em Porto Alegre, 23 em Belo Horizonte, 24 em Curitiba e 26 em São Paulo. Na capital paranaense, o show foi marcado para acontecer na Ópera de Arame.

Primeiro Ato

Intenso e emocionante, Apocalyptica celebra os 20 anos do "Plays Metallica by Four Cellos"
Eicca Toppinen

O show iniciou-se às 21h30 com uma Ópera de Arame lotada. Com todo o requinte de um concerto clássico, o show contou com poltronas demarcadas, proibição de bebidas na área do show e, claro, pontualidade.

A primeira parte do show foi dedicada à execução das músicas apenas com o violoncelo,  ou, “acústico”, como manda a tradição. A setlist do “primeiro ato” seguiu a ordem das faixas do álbum Play Metallica…, abrindo o show com um enérgico Enter Sandman, seguindo com Master of Puppets, a tocante The Unforgiven, Sad But True, Creeping Death, Wherever I May Roam e fechando com Welcome Home (Sanitarium).

A emoção era visível no rosto dos fãs de ambas as bandas. Presenciar um show desses é uma experiência e tanto para quem não está acostumado com um concerto clássico. Nós já conhecemos o Metallica e o Apocalyptica escolheu o repertório certo para homenagear uma banda. Era uma vitória certa. E essa emoção podia ser sentida nas notas tocadas pelos líderes do grupo. Eicca, diga-se de passagem, é um verdadeiro monstro do cello. A energia e delicadeza belamente equilibradas nos solos originalmente tocados por Kirk Hammet são tocantes e extasiantes.

Além das incríveis habilidades musicais, também é importante falar da simpatia e alegria que o grupo demonstrava para a casa lotada e os fãs extasiados. Brincalhões e sempre interagindo com a platéia, Eicca e Paavo diversas vezes agradeceram pela noite incrível e pela oportunidade de celebrarem os 20 anos de um álbum tão importante para a carreira do grupo.

Novamente como manda a tradição de um concerto clássico, Eicca anuncia a pausa de 10 minutos para “tomar um café, um chá ou o que quer que seja que vocês façam”, diz o sempre entusiasmado músico.

Segundo Ato

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Eicca Toppinen

O segundo ato foi dedicado à aguardada inclusão da bateria nas músicas. Os primeiros acordes de Fade to Black foram dedilhados nos cellos dos quatro músicos e, logo em seguida Mikko Sirén tomou seu lugar na bateria. O show prosseguiu com Fade to BlackFor Whom The Bells Tolls, Fight Fire With Fire, Orion, Battery e encerrou com a clássica Seek & Destroy, na qual o público foi convidado a cantar junto, já que o show é instrumental e a banda precisava de ajuda, segundo Eicca. Assim, a banda agradece o público e presente e retira-se do palco.

É curioso perceber que, apesar da adição da bateria para dar mais peso às músicas, os violoncelos já faziam esse trabalho de forma magistral. Também pudera, já que os músicos possuem formação clássica, produzindo óperas e dando continuidade ao trabalho do Apocalyptica, que além do Plays Metallica…, já lançou 7 álbuns de músicas próprias.

Intenso e emocionante, Apocalyptica celebra os 20 anos do "Plays Metallica by Four Cellos"
Perttu Kivilaakso

É claro que ainda não era o fim. Afinal, ainda faltavam duas músicas clássicas do Plays Metallica… . Assim, o grupo retorna para a execução final do seu show com as incríveis versões de Nothing Else Matters e, enfim, One, cujo arranjo contou com trechos de Refuse/Resist, dos brasileiros do Sepultura, um pequeno trecho de Thunderstruck, do AC/DC, e uma “palhinha” incidental de Escape – música originalmente relacionada na setlist.

Ah, não podemos deixar de comentar que em um determinado momento próximo ao fim do show, alguns indivíduos iniciaram uma briga, chamando a atenção da banda. Para apartar a briga, Eicca diz que “Ninguém briga no show do Apocalyptica”. Não mesmo. E agora sim foi a hora do quinteto despedir-se do público. Com a sensação de noite feita, a promessa de um breve retorno e a lembrança de um show incrível.

Anna Tuttoilmondo
Jornalista formada pela PUCPR e estudante de História - Memória e Imagem na UFPR. Curiosa, apaixonada por música, cerveja e e filmes de terror trash.
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